
Campeonato Nacional Absoluto em Carcavelos
5 a 12 de Setembro 2009
Press 5 - 07 de Setembro de 2009
“Estão reunidas condições para um campeonato muito competitivo”
Realizou-se esta manhã uma Conferência de Imprensa para apresentação do Campeonato Nacional Absoluto 2009, cujo quadro principal começa hoje a ser disputado nas instalações do Carcavelos Ténis. Presentes estiveram o vice-presidente da Federação Portuguesa de Ténis, Luís Cabral Sousa, os directores de prova, Alfredo Laranjinha e Paula Freitas (também directora do clube, a par de Margarida Sousa), o Juiz-árbitro Paulo Cardoso e a actual Campeã Nacional, Neuza Silva.
Alfredo Laranjinha começou por indicar os nomes dos atletas que receberam “wild cards” para participar neste Nacional – Gonçalo Pereira, Martim Trueva e Rodrigo Carvalho. No campo feminino, a atribuição de convites não foi necessária. Frontal, o co-director de prova falou da ausência de “prize money” neste campeonato, explicando que tal se deve a dificuldades financeiras da federação e ausência de patrocinadores que o pudessem conceder. “Tentámos arduamente ter um ‘prize money’, o que não foi possível, mas não creio que isso seja razão suficiente para os jogadores de topo não estarem presentes. Trata-se de um campeonato nacional, que organizamos com o máximo de dignidade”, afirmou aos jornalistas, acrescentando: “Temos pena de não ver os grandes jogadores cá, mas, por outro, esta é uma porta que se abre para que novos atletas se revelem, o que acresce o interesse à competição.”
O Vice-presidente da FPT Luís Cabral Sousa corrobora esta opinião e garante que tudo foi feito para encontrar um patrocinador, mas tal não foi possível. E, em nome da transparência das contas federativas, Cabral Sousa adianta que a postura da direcção é equilibrar os orçamentos e poupar. “Isto é de tal forma que o presidente tem acompanhado equipas e jogadores em provas internacionais a expensas dele, o que, na minha opinião, nem deveria ser assim”, revelou o responsável.
Sobre o calendário do Nacional – outra das questões debatidas – Alfredo Laranjinha e Luís Cabral Sousa garantiram que a questão está a ser discutida de forma a tentar enquadrar as provas internacionais e as nacionais e que esta data tem a ver com o culminar da época desportiva. O vice-presidente vai mais longe e aponta o exemplo espanhol: “Em Espanha, alteraram para Novembro e, mesmo assim, tiveram os melhores jogadores ausentes. E o ‘prize money’ era de 100.000 euros!”.
Para manifestar a opinião sobre a polémica, Neuza Silva, jogadora profissional, afirmou ter preparado a sua agenda para participar nesta competição. “Claro que dava jeito ter um prémio - admite entre risos - mas sou profissional, é um título, o ano tem muitas semanas e podemos organizarmo-nos. Acabo aqui e sigo logo para outro”, afirmou.



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